Os amigos e o Lobisomem

Após um papo descontraído entre 5 amigos, todos vão para suas casas. Porém, na casa de um deles, um fato muito estranho acontece…

Tudo aconteceu em 1991. Na época nós éramos adolescentes, ainda mais esquisitos que a média – curtíamos metal, ocultismo e ficção de terror. Numa noite, estávamos em um grupo de cinco pessoas na casa de um amigo ouvindo o vinil do “In Rock” do Deep Purple. Conversa vai e vem, acabamos falando de monstros – era pleno mês de julho, frio, céu aberto e com uma lua cheia monstruosa no céu.

lobisomem
Todo mundo ali meio que acreditava no sobrenatural, mas do jeito descompromissado e irônico típico de moleque. Já tínhamos feito brincadeira do copo, invadido cemitério, tudo que gente esquisita e sem ter o que fazer apronta. Eu era um dos mais curiosos mas também muito folgado e chato (hoje sou bem mais cético) e disse que se houvessem monstros mesmo preferia nunca ver um. Já esse amigo meu disse que queria mais era ver um pra provar se era real mesmo.

Acabamos nos despedindo e indo embora. Era quase duas da madrugada, cheguei em casa e cama. Ah, importante mencionar que era sexta-feira…

Sabadão seguinte, minha mãe vem me acordar às oito e meia – madrugada pra quem tinha ido dormir tarde e era preguiçoso que nem eu. Telefone pra mim. Estranhei. Que era?

Pois era um dos amigos que estavam naquela noite comigo. Com a voz tensa o mesmo pediu pra eu ir pra casa dele. Fiquei bravo, lógico, era muito cedo e tava frio, mas ele me falou que eu ia curtir. Falei pra ele esperar em casa. Tomei banho, comi alguma coisa e fui pra casa dele.

A mãe dele (que me detestava e a todos os outros amigos dele também) abriu a porta na maior má vontade. Tava com uma cara ainda pior que o normal, mas na hora nem estranhei. Um outro amigo já estava no quarto dele, que tem uma janela de frente para o quintal gigante da casa dele, um terreno enorme, em parte concretado e em parte com chão de terra, onde o pai dele plantava uma horta de verdura e ervas pra tempero além de umas três ou quatro árvores, laranjeiras, limoeiros, pés de pitanga…

O sujeito nem deixou eu entrar no quarto, perguntou se eu tinha tomado café e já foi me levando pra cozinha, que também fica de frente pro quintal. E aí me contou essa história maluca: logo depois que nós saímos ele foi se deitar. Nem deu pra dormir e começou um alvoroço no quintal dele: Barulho de coisa sendo quebrada, de chão raspado, misturada, com gritos e rugidos super estranhos. Ele levantou de um pulo, correu pra cozinha, que tava com a porta trancada. A mãe, o pai e a irmã dele já estavam acordados. O barulho não diminuía e os cachorros do bairro todo estavam latindo. Ele estava louco pra abrir a porta ou uma janela, mas o pai e a mãe dele não deixaram. O alvoroço durou uns poucos minutos, mas parecia não acabar nunca. Quando terminou ele quis sair mas o pai não deixou. Claro que ninguém dormiu mais aquela noite. Passaram a madrugada de vigília.

Até aí eu achei que era papo, conversa “fiada” pra me impressionar depois do papo da última noite, mas a mãe dele deu umas olhadas pra nós e resmungou algumas coisas que eu achei que confirmavam a história. A irmã mais nova tava dormindo, mas depois me confirmou tudo e parecia apavorada. Mas o que me deixou crente de que o caso foi verídico foi o seguinte: o cara me levou no quintal e tudo tinha sentido, buracos no chão, uma árvore toda arranhada, outra quebrada no meio e o mais esquisito: sangue no chão de concreto e umas pegadas esquisitas na terra: Pareciam mesmo de bicho, mas eram enormes, maior que o pé de um homem normal.

Hoje não sei o que pensar disso tudo, achei na época e até hoje que alguma coisa aconteceu lá naquela noite. Cachorros perdidos brigando? Mas com força pra quebrar uma árvore? Farsa feita pelo meu amigo? Mas a família dele não ia entrar nessa… Sei lá, não acredito em monstros mas… também não duvido da existência deles.

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